Lula denunció una «injerencia extranjera» de cara a las elecciones de Brasil y criticó «inacción» de la ONU para frenar las guerras
El presidente de Brasil pronunció un duro discurso ante la Asamblea General de Naciones Unidas convocada hoy en Nueva York .
El presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometió el martes en la ONU impedir que «enemigos de la democracia», ya sean extranjeros o nacionales, se inmiscuyan en las próximas elecciones de Brasil, en medio de tensiones latentes con Washington por una supuesta injerencia electoral.
«Tenemos un sistema electoral moderno y robusto», dijo el mandatario ante la Asamblea General de Naciones Unidas reunidas en Nueva York.
Lula denunció ante la ONU una «injerencia extranjera» en las elecciones
«Bajo la atenta mirada de una ciudadanía plural y de una prensa libre, no permitiremos que los enemigos de la democracia, internos o externos, atenten contra la voluntad popular», agregó.
El mandatario izquierdista buscará la reelección el próximo 4 de octubre ante el derechista Flávio Bolsonaro, hijo del expresidente Jair Bolsonaro, preso por golpismo.
«La democracia está nuevamente en jaque. Volvemos a presenciar la injerencia extranjera en los procesos electorales. La división del mundo en zonas de influencia para incursiones neocoloniales en busca de recursos estratégicos constituye un gesto anacrónico», dijo Lula.
📝 Discurso do presidente Lula na Assembleia Geral da ONU Esta é a décima ocasião em que abro o Debate Geral desta Assembleia. Desde que ocupei pela primeira vez esta tribuna, em 2003, este é o momento mais crítico das Nações Unidas. O sentimento que me move hoje é o da indignação. A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis – os que não têm exército, nem arsenais – nunca foi tão pequena. Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel. Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez. A esse pecado original soma-se agora uma profunda crise de liderança. O ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Trilhões de dólares financiam uma nova corrida armamentista. Tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais em uma conflagração de proporções globais. Os que detêm as rédeas das decisões cruciais devem atuar com responsabilidade e sentido de urgência. Os líderes dos países que integram o Conselho de Segurança precisam se reunir. Não desconheço as realidades do poder. Mas as concessões à lei do mais forte já passaram dos limites. Isso não é idealismo. É o mais puro realismo. A guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política. Num mundo interdependente, liderar é conciliar os interesses da pátria com os da humanidade. Essa é a constatação de alguém que representa uma nação amante da paz e da liberdade. Alguém que lutou contra uma ditadura militar e defendeu seu país contra um golpe de estado. É a convicção de um operário eleito três vezes presidente e que retirou o Brasil do Mapa da Fome. Esta Assembleia corrigiu recentemente distorções históricas. Reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade. Aprovou a representação mais precisa do mapa-múndi. Agora deve se debruçar sobre temas determinantes para o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo ou unilateralismo. A democracia ou extremismo. Soberania ou subordinação. Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos. Isso é o que se espera de um Estadista. 📸 @ricardostuckert
— Lula (@LulaOficial) September 22, 2026
Aunque en la tribuna no nombró directamente al presidente Donald Trump, dijo la semana pasada que tenía previsto decirle en Nueva York al republicano que no se metiera en las elecciones de Brasil.
Trump ha apoyado a varios candidatos de derecha victoriosos en comicios en otros países de América Latina. La tensión entre Brasilia y el gobierno de Trump comenzó en 2025, cuando Washington aplicó un primer tarifazo a Brasil en represalia por el juicio por golpismo a su aliado Jair Bolsonaro.
Lula ha acusado a la familia Bolsonaro de hacer lobby ante Estados Unidos en favor de medidas contra su gobierno y perjudiciales para la potencia sudamericana.
«El 4 de octubre, millones de brasileños acudirán a las urnas para definir su destino. No solo votarán por un presidente de la República, por gobernadores estatales y por representantes en el Congreso. Van a decidir entre democracia y negación» de la democracia, enfatizó el presidente.
Durante mucho tiempo rezagado en las encuestas, Flávio Bolsonaro ha ido creciendo en intención de voto y a casi dos semanas de la primera vuelta se coloca en empate técnico con Lula.
Crítica de Lula a la ONU en la Asamblea General
En su discurso, Lula también criticó duramente a las Naciones Unidas y a su Consejo de Seguridad, al acusarlos de «fracasar en una de sus misiones más importantes: librar a la humanidad del flagelo de la guerra».
«Somos todos rehenes del inmovilismo de un Consejo de Seguridad que no cumple su papel», afirmó, quien aboga por una profunda reforma del organismo.
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